INFORMAÇÃO / S&L FEVEREIRO 2008



O conhecimento das virtudes medicinais de certas nascentes vem desde a Antiguidade. Já os Gregos utilizavam, empiricamente, certas águas no tratamento de diversas afecções. Mais tarde, a balneoterapia desenvolveu-se, generalizou-se e floresceu com os Romanos. Os árabes destruíram muitas destas termas, mas reconstruíram outras, que os vândalos, suevos e godos tinham destruído. Desde então, com maior ou menor voga, segundo as épocas, as estâncias termais têm-se mantido até hoje. Até porque, para além de trazerem benefícios à saúde, oferecem óptimos recursos turísticos para as regiões onde elas se localizam.
Em Portugal, estas estâncias encontram-se em espaços muito ricos em património natural e cultural, ideais para o descanso. Dotadas de modernas infra-estruturas e equipamentos, oferecem técnicas inovadoras, aplicadas por profissionais qualificados.


Para se obterem melhores resultados nos tratamentos termais, outros factores são associados, como o repouso físico e psíquico, o exercício moderado e devidamente orientado, o regime alimentar, a recreação, etc., os quais, conjugados com os factores climáticos, proporcionam o alívio e até mesmo a cura completa.
As águas termais podem ser aplicadas de forma externa (tópica ou generalizada), por via digestiva, por via inalatória (vapores, nebulizações ou aspiração de gases) ou injectável (injecção de água mineral).
De acordo com as suas propriedades químicas (sulfurosas, cloretadas sódicas, hipersalinas, alcalinas, etc.) e associadas à temperatura (frias, neutras, quentes), estas águas minerais são indicadas para tratar os mais variados tipos de afecções.
Portugal é considerado o país europeu de maior riqueza em águas termais. Então, porque não desfrutar destes benefícios naturais, nas próximas férias com a sua família?!
No sítio das Termas de Portugal (http://www.termasdeportugal.pt) é possível escolher a estância termal que melhor se adequa às suas necessidades, bem como obter informação sobre a estrutura turística, época termal e acessos.

O mapa e a tabela (a baixo) apresentam algumas das principais estâncias em Portugal.

1. TERMAS DE MELGAÇO (Minho)
Indicações Terapêuticas: Diabetes, afecções das vias respiratórias, reumáticas e músculo-
-esqueléticas.
Época Termal: 1 de Maio a 31 de Outubro.

2. CALDAS DO GERÊS
Parque Nacional da Peneda-Gerês (reserva ecológica)
Indicações Terapêuticas: Afecções do aparelho digestivo, do aparelho circulatório, doenças metabólico-endócrinas.
Época Termal: 1 de Maio a 31 de Outubro.

3. CALDAS SANTAS DE CARVALHELHOS (Serras do Barroso, Trás-os-Montes)
Indicações Terapêuticas: Afecções do aparelho digestivo, do aparelho circulatório, doenças de pele e patologias dermatológicas.
Época Termal: Julho, Agosto e Setembro.

4. TERMAS DE CALDELAS (entre o Rio Cávado e o Rio Homem)
Indicações Terapêuticas: Afecções do aparelho digestivo, doenças de pele e patologias dermatológicas.
Época Termal: 1 de Maio a 31 de Outubro.

5. TERMAS DE VIDAGO (Trás-os-Montes)
Encontra-se encerrado para obras de reabilitação. Abertura prevista para o 2º semestre de 2008.
Indicações Terapêuticas: Afecções do aparelho digestivo e de nutrição, alergia (asma) e enxaqueca.

6. CALDAS DA SAÚDE (Santo Tirso, Minho)
(Exposição de equipamentos utilizados no início do século XX)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, reumáticas e músculo-esqueléticas.
Época Termal: 2 de Janeiro a 22 de Dezembro

7. TERMAS DE PEDRAS SALGADAS (Vila Real)
Encontra-se encerrado para obras de reabilitação. Abertura prevista para o 2º semestre de 2008.
Indicações Terapêuticas: Afecções do aparelho digestivo e de nutrição, diabetes e hipercolesterolemia.

8. TERMAS DE S. JORGE (Santa Maria da Feira)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, afecções reumáticas e músculo-esqueléticas, patologias dermatológicas.
Época Termal: 16 de Fevereiro a 15 de Novembro.

9. TERMAS DE S. PEDRO DO SUL (Viseu)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias , reumáticas e músculo-esqueléticas, doenças metabólico-endócrinas, Medicina física e reabilitação.
Época Termal: Todo o ano.

10. TERMAS SULFUROSAS DE ALCAFACHE (Vale do Rio Dão)
Indicações Terapêuticas: Afecções reumáticas e músculo-esqueléticas, das vias respiratórias, curas de desintoxicação.
Época Termal: 5 de Abril a 30 de Novembro.

11. TERMAS DA CURIA (Região da Bairrada)
Indicações Terapêuticas: Afecções nefro-urinárias, reumáticas e músculo-esqueléticas, do aparelho circulatório, doenças metabólico--endócrinas.
Época Termal: Todo o ano.

12. TERMAS DO LUSO (Serra do Buçaco)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, nefro-
-urinárias, reumáticas e músculo-esqueléticas, aparelho circulatório.
Época Termal: 2 de Maio a 31 de Outubro.

13. CALDAS DE SANGEMIL (Vale do Rio Dão, Beira Alta)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, afecções reumáticas e músculo-esqueléticas, Medicina Física e de reabilitação, sistema osteoarticular, vias respiratórias, artropatias resultantes de traumatismos, cuidados pré e pós operatórios, terapia respiratória.
Época Termal: 1 de Abril a 30 de Novembro.

14. CALDAS DA FELGUEIRA (Canas de Senhorim)
(Tradição histórica, desde fins do séc. XVIII)
Indicações Terapêuticas: Afecções reumáticas e músculo-
-esqueléticas, das vias respiratórias.
Época Termal: 4 de Fevereiro a 30 de Novembro.

15. TERMAS DE MANTEIGAS (Serra da Estrela)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, afecções reumáticas e músculo-esqueléticas.
Época Termal: 1 de Fevereiro a 31 de Outubro.

16. TERMAS DE MONFORTINHO (Serra de Penha Garcia, Beira Baixa)
Indicações Terapêuticas: Afecções do aparelho digestivo, doenças de pele e patologias dermatológicas, Ginecologia.
Época Termal: Todo o ano.

17. TERMAS DE MONTE REAL (Pinhal de Leiria)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, do aparelho digestivo, reumáticas e músculo-esqueléticas.
Época Termal: Abril a Novembro.

18. TERMAS DE NISA (Alto Alentejo)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, reumáticas e músculo-esqueléticas, doenças de pele e patologias dermatológicas, doenças metabólico-endócrinas.
Época Termal: Abril a Novembro.

19. HOSPITAL TERMAL RAINHA D. LEONOR (Caldas da Rainha)
(O mais antigo do Mundo, fundado em 1485 pela Rainha D. Leonor.)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, afecções reumáticas e músculo-esqueléticas. Inclui serviço de Hidrologia, Medicina Física e de Reabilitação.
Época Termal: Aberto todo o ano.

20. TERMAS DO VIMEIRO (Litoral da Estremadura)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, do aparelho digestivo, do aparelho circulatório, doenças de pele e patologias dermatológicas.
Época Termal: 1 de Junho a 30 de Setembro.

21. ESTÂNCIA TERMAL DAS CALDAS DE MONCHIQUE (Algarve)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, reumáticas e músculo-esqueléticas.
Época Termal: Todo o ano.

AÇORES . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

ESTÂNCIA TERMAL DAS FURNAS (S. Miguel)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias, dores de coluna e reumáticas, doenças de pele.

ESTÂNCIA TERMAL DO CARAPACHO (Graciosa)
Indicações Terapêuticas: Afecções das vias respiratórias e reumáticas.

ESTÂNCIA TERMAL DO VARADOURO (Faial)
Indicações Terapêuticas: Doenças de pele entre outras.

Classificação das águas minerais de acordo com a sua composição química
1) Águas bicarbonatadas: a) Sódicas − Chaves, Pedras Salgadas, Vidago, Salus, Monção, Monchique; b) Cálcicas − Melgaço, Moura.
2) Águas sulfúreas: a) Sódicas − Vizela, Taipas, Caldas da Saúde, Canaveses, Moledo, Aregos, São Jorge, Entre-os-Rios (São Vicente e Torre), São Pedro do Sul, Felgueiras, Manteigas, São Paulo (Lisboa), etc; b) Cálcicas − Caldas da Rainha.
3) Águas sulfatadas-cálcicas − Curia, Monte Real.
4) Águas cloretadas − Amieira, Bicanho, Azenha, Fervença-Piedade, Termas Salgadas da Batalha, Santa Marta, Cucos, Estoril.
5) Águas hipomineralizadas − Vale de Mó, Luso, Curia, Monfortinho, Carvalhelhos, Grichões, Caldelas e Gerês.

Fonte: J. Afonso Guimarães, Enciclopédia Verbo, Edição Séc. XXI, vol 14, p.972

Débora Ferreira
Assistente de Redacção