Força do punho ajuda a prever risco cardíaco e Acidente Vascular Cerebral

A força do punho é um indicador melhor do risco de um ataque cardíaco ou de um AVC do que a medição da pressão sanguínea.
Esta é a conclusão de um estudo feito por médicos canadianos que envolveu mais de 140 mil pessoas de 14 países. Os resultados foram publicados na revista científica Lancet.
A força exercida ao apertar algo com a mão vai diminuindo naturalmente no decorrer dos anos. Mas pessoas cuja força cai muito rapidamente têm um risco maior de apresentar problemas de saúde.
As mulheres na faixa dos 20 anos, por exemplo, conseguem exercer uma força do punho equivalente a 34 quilos, um valor que cai para 24 quilos quando elas atingem os 70 anos. Nos homens, nas mesmas faixas etárias, esse número cai de 54 para 38 quilos.
O estudo mostrou que a cada 5 quilos a menos na força do punho há um aumento de 17% nos riscos de problemas de coração e 9% de AVC."
//Com informações da BBC/S&L

Elemento do soro do leite melhora a imunidade

O leite materno humano possui hidratos de carbono chamados oligossacáridos, que servem de alimento às bactérias benéficas, como a Bifidobacterium infantis.
Ao proliferar e colonizar o intestino, essas bactérias benéficas aumentam a imunidade e ajudam a proteger os bebés de infeções e de doenças causadas por micróbios prejudiciais para a saúde, como a Escherichia coli.
"Evidências mostram que o leite materno promove a saúde intestinal dos bebés, ajudando a aumentar a imunidade e a protegê-los de uma ampla gama de problemas de saúde, como obesidade, diabetes, problemas de fígado e doenças cardiovasculares", explica Daniela Barile, professora da Universidade da Califórnia, em Davis (EUA).
Mas a maior novidade é que esses hidratos de carbono poderão ser utilizados também por pacientes mais crescidos.
O grupo de pesquisadores da universidade californiana, liderado pela cientista italiana, está a obter do soro do leite de vaca permeado– um produto obtido por meio da remoção parcial da proteína do soro do leite – oligossacáridos semelhantes aos do leite materno humano.
A ideia é aproveitar o soro do leite que sobra depois da fabricação do queijo, rico em nutrientes, recuperar os oligossacáridos e adicioná-los a suplementos alimentares para restaurar o equilíbrio microbiano no trato digestivo e aumentar a imunidade de pessoas com sistemas imunológicos deficientes – como pacientes com VIH ou submetidos a quimioterapia – além de adultos, idosos e bebés incapazes de receber leite materno.
// Com informações da Agência Fapesp/S&L