Grãos integrais e vida mais longa

Num estudo realizado na Universidade de Harvard, em Boston, nos EUA, uma maior ingestão de produtos alimentares com grãos integrais pode conduzir a uma vida mais longa, reduzindo o número de mortes relacionadas com as doenças cardiovasculares e o cancro. O estudo envolveu a análise de 12 investigações com a participação de cerca de 800 mil pessoas que responderam através de um questionário. Segundo os investigadores, para cada porção de 16 gramas de grãos integrais ingeridos diariamente havia uma diminuição de 7% no risco total de mortes verificadas, de 9% nas relacionadas com doenças cardiovasculares e de 5% nas relacionadas com cancro. Quanto maior o consumo de grãos integrais, menor a taxa de mortalidade. Assim, quando eram consumidos 48 gramas de grãos diariamente, as taxas de morte em geral diminuíam 20%, as por doenças cardiovasculares 25% e as mortes relacionadas com o cancro, em geral, 14%. Em conclusão, o diretor do estudo, o Dr. Qi Sun, sugere que “a ingestão de grãos integrais deve ser recomendada à população em geral e, em particular, a pacientes com certas doenças, no sentido de os ajudar a alcançarem uma saúde melhor e reduzir as mortes”. //Circulation/S&L

Para os idosos bastam 15 minutos!

Cientistas do Hospital Universitário de Saint-Etienne (França) resumiram o resultado de dois estudos realizados, um em França e outro em vários outros países, tendo chegado à conclusão de que até mesmo uma quantidade mínima de atividade física (15 minutos por dia) pode ter um efeito protetor em pessoas idosas, reduzindo o risco de morte. No primeiro estudo, foram acompanhadas, durante doze anos, 1011 pessoas a partir dos 65 anos, e, no segundo, 122 417 pessoas a partir dos 60 anos e durante dez anos, em média. Comparando os dois estudos concluiu-se que quanto maior a atividade menor o risco de morte. Em comparação com participantes sedentários, os participantes mais ativos tinham um risco de morte 35% mais baixo, os com atividade média 38% de risco mais baixo e os que praticavam níveis baixos de atividade um risco menor de 22%. Os que praticavam menos limitavam-se, em média, a uma caminhada rápida de 15 minutos diários (metade do tradicionalmente recomendado), mas que, mesmo assim, se revelou, segundo os investigadores, “uma meta razoável para começar”. Força, pois, prezados Leitores com mais de 60 anos!
//EuroPrevent Meeting 2016/S&L

Em pé todo o dia

Já se sabe que trabalhar sentado durante muitas horas, sem se levantar ou se movimentar, pode causar prejuízos à saúde. Contudo, trabalhar somente em pé também não é o ideal. Polícias, soldados, rececionistas, empregados de mesa e muitos outros profissionais acabam por ter que enfrentar jornadas extensas em pé. De acordo com o ortopedista e especialista em Saúde do Trabalhador, Gabriel Pimenta, qualquer pessoa que trabalha muito tempo em pé pode concentrar muito sangue nas pernas, além de sobrecarregar as articulações da anca e do joelho. Assim, outros órgãos são forçados a compensar esse esforço. Alguns cuidados podem ajudar a minimizar o cansaço de quem passa muito tempo em pé, ajudando também a evitar a perda de atenção causada pela fadiga, que provoca acidentes no trabalho. Fazer atividade física, movimentar-se durante a rotina de trabalho, usar roupas leves e alimentar-se bem são medidas simples, mas capazes de fortalecer o corpo e a imunidade. O ortopedista explica que a musculação e a corrida, nesses casos, vão trabalhar diretamente nas regiões que precisam de estar fortes para manter o equilíbrio e a rotina.
//Vida e Saúde/S&L

Menopausa revertida?

Seria possível reverter os efeitos da menopausa? Seria possível voltar a ter um ciclo menstrual e a produzir óvulos, normalmente? Bem, segundo uma equipa de médicos de Atenas, na Grécia, há esperança. A equipa de ginecologistas acaba de desenvolver uma técnica que promete aumentar a fertilidade em mulheres mais idosas, ajudando especialmente em duas frentes: atuar em favor de mulheres que tiverem menopausa precoce e atenuar os efeitos da menopausa. Diante disso, a expectativa apontada por Konstantinos Sfakianoudis, que conduz a pesquisa, é de que, mesmo na menopausa, as mulheres consigam engravidar com o seu próprio material genético. O procedimento já foi aplicado em pelo menos 30 mulheres com idades entre os 46 e os 49 anos e que pretendiam ter filhos. Delas, dois terços apresentaram mudanças em padrões bioquímicos, como se fosse uma restauração da menstruação. A equipa ainda não implantou os embriões nas mulheres, mas espera fazer isso nos próximos meses. Tão logo também os resultados sejam realmente validados, os pesquisadores divulgarão mais amplamente o estudo e publicarão artigos mais detalhados a respeito.
// Vida e Saúde/S&L