TRATAMENTOS NATURAIS

A Erisipela


O que é?
A erisipela é uma infeção cutânea causada por uma bactéria chamada estreptococo. A área envolvente fica vermelha, brilhante e dolorosa ao toque e, muitas vezes, inchada, com uma clara demarcação das orlas. Podem aparecer bolhas, por vezes até insensibilidade. Os nódulos linfáticos também poderão inchar e ficar sensíveis.É normal a infeção ser provocada por uma picada de inseto, uma queimadura, ou um ferimento ligeiro, tal como um arranhão ou uma escoriação. Antes do aparecimento dos antibióticos, havia um risco elevado de desenvolver septicémia – uma grande infeção sanguínea, que era, normalmente, fatal. O tratamento normal é o antibiótico, mas o organismo às vezes é resistente ao antibiótico usado. Como é difícil isolar o organismo da pele, não é fácil saber qual o melhor antibiótico. Ora, se não for tratada convenientemente, ou se houver uma recorrência, a drenagem linfática poderá ser danificada, causando um inchaço persistente da área afetada, bem como um aumento do risco de futuras infeções.

Como tratar
Deve ser rapidamente tratada. Logo que veja uma área vermelha à volta de uma ferida, atue. Alimente-se de modo saudável. Evite o açúcar e os alimentos refinados, descanse bastante, faça exercício físico e beba bastante água. Estes fortalecerão o seu sistema imunitário, que fica mais eficaz na luta contra a infeção. Há três alternativas importantes no tratamento da erisipela:

1. Hidroterapia
O tratamento mais eficaz para a erisipela é o banho de contraste. Ao estimular a irrigação sanguínea da área afetada, leva-lhe mais glóbulos brancos para lutar contra a infeção, melhora a oxigenação e remove toxinas, promovendo, dessa forma, uma cura rápida.
• Com água: Exponha a área afetada a água quente durante 3 minutos e depois a água fria durante ½ minuto, repetindo este ciclo 3 vezes. Poderá fazê-lo em bacias, com o chuveiro ou com toalhas molhadas. Comece sempre com a água quente e termine com a água fria, tendo muito cuidado para não se queimar.
• Com compressas: Toalhas molhadas em água fria ou sacos de gelo proporcionarão alívio quando aplicados sobre a área inflamada. Isso ajudará a diminuir não só a dor como também a inflamação.

2. Cataplasmas
As cataplasmas são mais eficazes quando aplicadas logo a seguir ao banho de contraste.
• De argila: Tem propriedades antitoxinas, absorvendo as toxinas e os compostos inflamatórios da área infetada. Faz-se uma pasta de argila com água e aplica-se sobre a zona, deixando-se ficar durante cerca de 2 horas. Retira-se, e lava-se o local. Pode-se repetir este tratamento várias vezes durante o dia.
• De carvão ativado: Tem um efeito mais forte na remoção de toxinas e da inflamação, e a vantagem de poder ficar a atuar por períodos mais prolongados. O pó de carvão é misturado com água, de forma a formar uma pasta, ou com uma colher de sementes de linhaça moídas, postas em água quente para formar uma mistura gelatinosa, o que suja menos. Cobre-se, normalmente, com um pano de algodão, seguido de um plástico para conservar a humidade. Se houver uma ferida aberta, o carvão deixa uma mancha permanente na pele, se for aplicado diretamente sobre a ferida.

3. Antibióticos naturais

Há várias plantas medicinais que podem ser usadas em vez de, ou até em conjunto com, os antibióticos convencionais:
• Extrato de sementes de toranja: Tem um efeito ativo sobre as bactérias, os fungos e os vírus. Não é apenas eficaz para a erisipela causada por estreptococos, mas também para as dores de garganta causadas por infeções por estreptococos.
• Alho cru: Tem fortes propriedades antibacterianas. O alho deve ser mastigado ou esmagado e tomado com as refeições, de forma a não irritar o estômago. Toma-se, normalmente, dois dentes de alho, 3 a 4 vezes por dia.
• Hidraste: Planta que pode ser usada como antibiótico, quer oral, quer localmente.

Estes remédios naturais, quando aplicados adequadamente, são eficazes no tratamento de infeções cutâneas como a erisipela, e ajudarão a resolver até os casos resistentes aos antibióticos. Se alguma vez tiver uma infeção cutânea, experimente-os.


Marianne Ferreira
Médica